Crime cibernético no Brasil: você está seguro?

Você certamente conhece alguém que já tenha sido vítima ou, pelo menos, que tenha sido alvo de uma tentativa de golpe na internet, certo? No ano de 2017, existiram cerca de 62 milhões de vítimas de crime cibernético no Brasil, o que representa uma porcentagem muito grande da população. Isso acontece apesar de existir um investimento enorme por parte das empresas para reforçar suas estruturas digitais, buscando tornar a internet mais segura para elas e para os consumidores. Segundo o relatório Norton Cyber Security Insights Report os prejuízos em 2017 no nosso país devido a esse tipo de crime foram de 22 bilhões de dólares.

Se você se assustou com os números do parágrafo anterior, se prepare porque ainda tem mais: segundo um estudo da empresa de segurança ClearSale, especialista em soluções para evitar a fraude, em cada 100 reais gastos no comércio online em 2017, 3,42 reais foram alvo de tentativas de fraude, o que representa uma subida de 14% em relação a 2016. Essa tendência de aumento do crime cibernético torna importante analisar bem o assunto.

Como sabemos que você não pretende ser a próxima pessoa a ser enganada, vamos falar-lhe um pouco sobre o panorama do crime cibernético no Brasil e mostrar algumas formas que pode usar para diminuir o risco de ser vítima desse crime virtual.

Nossa escolha: Melhor VPN para o Crime cibernético

Crime cibernético é um problema no Brasil. O uso de uma VPN reduzirá muito o risco em comparação a não usar um. É o primeiro passo para proteger você e sua família on-line. Enquanto navega no nosso site, você pode explorar e entender os diferentes casos de uso de uma VPN. Para a resposta rápida e fácil, é isso que recomendamos aos usuários iniciantes:

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O primeiro degrau na escada da segurança: a conscientização

Cada vez mais brasileiros estão usando a internet no seu cotidiano. Acontece que as pessoas que estão começando agora a navegar pelos mares da internet, encontram uma rede já povoada por ameaças – é como se você fosse aprender a nadar junto com as piranhas, você teria que tomar muito cuidado! Muitas vezes, quem está dando os primeiros passos na internet acede a sites com um baixo nível de segurança e que estão povoados de “falsos” anúncios que apenas pretendem obter seus dados ou transferir software malicioso como vírus e cavalos de Tróia (trojans).

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Existem muitos casos de phishing por exemplo que poderiam ser prevenidos se os usuários tivessem uma maior conscientização. O phishing é uma técnica em que o hacker envia um e-mail ou cria um site ou página na internet com a intenção de se fazer passar por uma empresa legítima (e normalmente bastante conhecida) para deste modo obter suas informações. Quase sempre as informações pedidas dizem respeito ao número e ao código do cartão de crédito. Se você enviar, o hacker vai poder usar seu cartão para fazer compras para ele mesmo. Você já imaginou a situação: o hacker passando umas belas férias no Caribe pagas com o seu dinheiro?

Apesar da conscientização do povo brasileiro com relação a essas ameaças ainda não ter atingido os níveis desejados, será que podemos confiar na lei? será que o Estado está defendendo bem a segurança da população na internet?

Tecnologia do século XXI contra justiça do século XX

A lei brasileira sobre os crimes na internet ainda é bem vaga e é desconhecida para a maioria das pessoas. Muitas delegacias ainda estão mal preparadas e não possuem os recursos humanos e técnicos para lidar com estas questões e isso faz com que muitos criminosos acabam por não serem apanhados.

As leis existentes no Brasil ainda não cumprem com os padrões internacionais para os crimes na internet. Além disso, as punições para os hackers que forem apanhados são muito brandas, o que faz com que eles não temam a justiça. Isso é particularmente grave porque o Brasil foi o segundo país no mundo onde existiu maior número de crimes cibernéticos em 2017 segundo uma pesquisa da Norton Cyber Security. Infelizmente, é caso para dizer que, às vezes, o crime ainda compensa!

As empresas estão investindo, mas é preciso mais!

Um dos principais problemas de segurança na internet é o vazamento de informações de cartões bancários. Isso acontece porque muitas lojas virtuais pequenas e médias não fazem um gerenciamento adequado das informações que recebem dos clientes e têm pouco cuidado. Os hackers se aproveitam desse descuido para retirar informações como números de cartão, nomes, datas de nascimento, endereços, etc.

Só neste ano de 2018, até meados de março, foram registrados 77 300 casos de vazamento de dados de cartões de crédito segundo a UPX Technologies. Isso acontece apesar dos bancos terem gasto cerca de 20 bilhões de reais por ano para aumentar a segurança das suas infraestruturas digitais.

Se é verdade que as empresas precisam de investir mais, também é verdade que os consumidores precisam de estar mais atentos e de tomar cuidado com os dados que partilham online. Se na vida real nós não partilhamos nossas informações privadas com qualquer pessoa, também não é boa ideia fazê-lo online. Em última análise, nós somos os principais responsáveis pela nossa própria segurança!

O futuro vai trazer ainda mais ameaças

No ano passado, os criminosos cibernéticos causaram grandes problemas em todo o mundo, usando sua crescente capacidade técnica para romper as defesas cibernéticas. Os peritos em segurança da Symantec esperam que em 2018 esse a tendência se torne mais pronunciada, pois esses invasores usarão aprendizado de máquina e inteligência artificial para lançar ataques ainda mais poderosos.

Ainda de acordo com os peritos da Symantec, os Incidentes como o ataque do WannaCry, que afetou mais de 200 000 computadores em todo o mundo em maio, são apenas o início de um novo ano de ataques de com malware cada vez mais perigoso. É de esperar também que hajam ataques cada vez mais sofisticados às carteiras de moeda virtual (como o Bitcoin, por exemplo).

Com todo este perigo crescendo na Internet, é bom que você tome precauções e se proteja para evitar perder dinheiro e seus dados pessoas. No ponto seguinte expomos algumas coisas que pode fazer para navegar com mais segurança.

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Como se proteger do crime cibernético

Aqui estão algumas nossas sugestões para que você navegue em segurança na internet:

  • Use um software de segurança para a internet.

  • Evite o uso de redes públicas de wi-fi.

  • As suas senhas devem ser sempre complexas e utilizar uma combinação de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Deve alterar as senhas regularmente e por favor, não use seu nome ou sua data de nascimento – isso seria mais do que óbvio até para alguém que não percebe nada de informática!

  • Não use software desatualizado. Isso vale tanto para o seu sistema operacional como para o seu software de segurança.

  • Se você quiser baixar arquivos através de P2P use uma VPN para assegurar que você se mantém anônimo, ou seja, que ninguém consegue descobrir sua localização. Nesse caso, é imprescindível que use um antivírus porque frequentemente os arquivos baixados por P2P têm vírus.

  • Prefira sempre os sites cujo endereço começa com “https” e não apenas “http”.

  • Mantenha-se atualizado e procure aprender mais sobre este tema para que a probabilidade de cair num desses golpes seja menor.

  • Se uma janela de e-mail ou pop-up solicitar que você insira seu nome de usuário ou senha, não faça isso. Em vez disso, abra o navegador e acesse o site diretamente. Se você ainda não está convencido, ligue para a empresa. Empresas respeitáveis nunca lhe pedirão suas informações de login através de e-mail.

  • Finalmente, tenha cuidado com o que publica e o que compartilha nas mídias sociais. Suas publicações no Facebook são públicas e identificam o local onde você está? Se isso acontecer, você pode estar dando indicações a pessoas mal-intencionadas. Além disso, tome cuidado com o que publica sobre outras pessoas, pois pode se tratar de injúria, calúnia ou difamação e, nesse caso, é você que se está arriscando a cometer um crime cibernético.

Danny A.